quarta-feira, 24 de março de 2010

What brings us impossibly close, makes us irrevocably apart

I'll sing it one last time for you
Then we really have to go
You've been the only thing that's right
In all I've done

And I can barely look at you
But every single time I do
I know we'll make it anywhere
Away from here

Light up light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

Louder louder
And we'll run for our lives
And I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say

To think I might not see those eyes
It makes it so hard not to cry
And as we say our long goodbye
I nearly do

Light up light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

Louder louder
And we'll run for our lives
And I can hardly speak I understand
Why you can't raise your voice to say

Slower slower
We have no time for that
All I want is to find an easy way
to get it off our little heads

Have heart my dear
We're bound to be afraid
Even if it's just for a few days
Making up for all this mess

Light up light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear


Run,
Snow Patrol


terça-feira, 23 de março de 2010

Redefinir o passado

Estes dias descobri que andei enganada desde os meus quê, 15 anos? Ou qualquer coisa assim.
Nessa altura, tive uma paixão avassaladora por um primo meu. Daquelas de mover montanhas e de enfrentar tudo que apareça. Por ele, faria frente à família toda. E tudo fiz para lhe dar a entender o que sentia e tentar obter uma reposta. Nada. Até recentemente, sempre pensei que tinha sido absolutamente ignorada, até porque na altura, ele nunca, mas nunca demonstrou nada. Uhhhh, painful! Portanto, durante metade da minha vida vivi com a convicção que devia ter qualquer coisa de errado.
Estava completamente enganada.
Na noite em que o Porto perdeu 5-0 com o Arsenal, tive a conversa mais extraordinária da minha vida. Senti-me o Indiana Jones a abrir a Arca Perdida.
Nessa noite, em conversa com o meu primo,convenientemente pelo messenger, ele, muito casualmente, a respeito duma fotografia minha, disse-me que sabia que tinha acertado em cheio ao escolher-me como primeiro amor. Choque.
Tu? Quem teve uma huge crush por ti fui eu! Ele pensava que eu sabia. E que durante todo aquele tempo estava a esconder os sentimentos da mesma maneira que ele. Mas fazia algum sentido, eu esconder o que sentia, se tudo o que fiz foi para o demonstrar?
Conversamos a noite inteira. De peito aberto, como se costuma dizer. Mais choque. As descrições dos sentimentos dele podiam bem ser as minhas. Inacreditável. E as coisas de que ele se lembrava. Impossível. Não pode ser. Aquela bendita massagem. E aquela interdita porta. E este maldito sangue.
Como é que se desperdiça um amor assim? Por medo.
Durante dois dias foi a confusão total. Impossível. Como é que não me agarraste logo ali? Não foi por falta de vontade.
Bloody blood.
What brings us so impossibly close, makes us irrevocably apart.
Depois a revolta. Porquê???!!
Depois a aceitação. Agora não há nada a fazer. Agora nunca vamos saber. Mas nunca vou conseguir agir normalmente perto de ti. Não pode ser.
Agora brincamos. De facto não há nada a fazer. Os sentimentos mudam e o fulgor dos 15anos já não volta.
Only the pain of what it should have been remains. Because it should have been.
E é um up de estar aqui, longe, a 2000 km. Se estivesse lá, nunca teria sabido. E se soubesse lá... provavelmente teria tido uma atitude a quente. Not wise.
Há demasiado em jogo. Por algo que devia ter sido. Mas há muito que já não é.

Thank you for letting me know.

sábado, 6 de março de 2010

Entrada

Isto de morar aqui sozinha tem muito que se lhe diga.
Quando vim para cá em 2007, deixei tudo em Portugal. Não foi fácil. Habituar-me à língua, a esta maneira de viver, a usar o London Underground. Credo, mas haverá coisa pior que o metro de Londres?? Claro que são milhões de pessoas a usar o metropolitano, mas haja paciência... E os autocarros? Por alguma razão que me transcende, os motoristas não podem desligar o aquecimento. Pelos vistos já vem ligado de origem. No verão é fantástico. É mais calor dentro que fora. Não é que os Verões aqui sejam muito quentes. Pelo menos na maior parte dos dias.
Mas uma pessoa habitua-se. A quase tudo pelo menos.
Londres não é só uma cidade. Não é só a capital da Inglaterra. É um mundo à parte. Há Londres e o resto do país. É onde as coisas acontecem.
E de alguma maneira, sinto-me orgulhosa de viver aqui. Apesar de tudo que tem de mau, apesar das saudades que tenho do meu país. Quando um dia me for embora, vou ter saudades. E vou ter de voltar. Para vir aos saldos, pelo menos.